{"id":854,"date":"2023-09-09T17:15:16","date_gmt":"2023-09-09T20:15:16","guid":{"rendered":"https:\/\/jk360.com.br\/forbes\/?post_type=news&#038;p=854"},"modified":"2023-09-09T17:15:17","modified_gmt":"2023-09-09T20:15:17","slug":"conheca-o-ajitama-o-restaurante-de-ramen-japones-que-dois-amigos-comecaram-em-casa","status":"publish","type":"news","link":"https:\/\/jk360.com.br\/forbes\/news\/conheca-o-ajitama-o-restaurante-de-ramen-japones-que-dois-amigos-comecaram-em-casa\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o Ajitama: o restaurante de ramen japon\u00eas que dois amigos come\u00e7aram\u2026 em casa!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Forbes esteve \u00e0 conversa com o Ant\u00f3nio Carvalh\u00e3o e o Jo\u00e3o Azevedo Ferreira, os dois fundadores do que hoje \u00e9 a casa de ramen mais conhecida em Lisboa. Mas o Ajitama, que j\u00e1 conta com duas localiza\u00e7\u00f5es na capital, \u00e9 muito mais que apenas um restaurante japon\u00eas em Portugal. Antes de se tornar na refer\u00eancia gastron\u00f3mica que atualmente \u00e9, o restaurante \u2018come\u00e7ou\u2019 em casa de um dos dois amigos e era originalmente conhecido por Supperclub.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ant\u00f3nio e Jo\u00e3o contam-nos como tudo come\u00e7ou e o que os levou a tornarem-se os pioneiros em trazer o ramen para o nosso pa\u00eds. Fal\u00e1mos, entre outras coisas, sobre algumas das dificuldades que enfrentaram ao tentarem criar uma nova categoria gastron\u00f3mica num mercado que desconhecia este prato japon\u00eas. A exig\u00eancia do mesmo levou-os rumo ao Jap\u00e3o em busca de um&nbsp;<em>sensei<\/em>&nbsp;que lhes desvendou e ensinou o rigor e detalhe necess\u00e1rio para a confe\u00e7\u00e3o do que muitos acreditam ser um simples prato de&nbsp;<em>noodles<\/em>. Foi nessa altura que ambos decidiram largar os outros trabalhos que tinham e apostar totalmente na abertura do famoso restaurante. Hoje, existem dois: o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ajitama.pt\/contact-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ajitama Noodle Temple<\/a>&nbsp;e o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ajitama.pt\/contact-1\">Ajitama Egg&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www.ajitama.pt\/contact-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Temple<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recentemente, o Ajitama ganhou reconhecimento internacional ao ser destacado na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/annabel\/2023\/06\/26\/where-to-eat-in-lisbon-now-13-top-new-and-new-ish-restaurants\/?sh=bab286357d93\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a>&nbsp;norte-americana como um restaurante imperd\u00edvel em Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O Ajitama hoje tem dois restaurantes, em Lisboa, e s\u00e3o conhecidos por muitos como os pioneiros do ramen c\u00e1 em Portugal. Mas, antes de mais, como \u00e9 que voc\u00eas dois se conheceram?<\/strong><br><strong>Ant\u00f3nio Carvalh\u00e3o (AC):<\/strong>&nbsp;Na verdade, n\u00f3s conhecemo-nos no secund\u00e1rio. T\u00ednhamos 15 ou 16 anos, salvo erro. T\u00ednhamos imensos gostos parecidos \u2013 filmes de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a m\u00fasica dos Doors, Anime, etc. \u2013 e rapidamente cri\u00e1mos um elo de liga\u00e7\u00e3o. Depois seguimos para a mesma Faculdade, mas eu estudei Gest\u00e3o e o Jo\u00e3o estudou Economia. Apesar de estarmos em cursos diferentes, sempre mantivemos contacto. J\u00e1 no meu \u00faltimo ano de Universidade, fui convidado a ir estudar um semestre para a Universidade de Economia de Hiroshima, no Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E foi a\u00ed que tudo come\u00e7ou?<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Quase! Nessa altura, a gastronomia japonesa no nosso pa\u00eds era praticamente inexistente. Assim que l\u00e1 cheguei, fui convidado para uma cerim\u00f3nia dedicada aos alunos internacionais e fomos todos juntos comer a um restaurante t\u00edpico provar um dos pratos tradicionais mais consumido no Jap\u00e3o: o ramen. S\u00f3 para dar contexto, vale a pena real\u00e7ar que no Jap\u00e3o existem mais de 30 mil lojas que vendem ramen. Vendem-se em quase todas as esquinas, esta\u00e7\u00f5es de metro, esta\u00e7\u00f5es de autocarro, esta\u00e7\u00f5es de comboio, e por a\u00ed adiante. Quando cheguei ao restaurante, puseram-me uma ta\u00e7a \u00e0 frente com \u2018coisas a boiar\u2019. Fiquei a ver o que os outros faziam e comecei a imit\u00e1-los. Como qualquer japon\u00eas, comecei a comer ramen v\u00e1rias vezes por semana. At\u00e9 porque era barato e eu na altura era estudante.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale a pena real\u00e7ar que no Jap\u00e3o existem mais de 30 mil lojas que vendem ramen.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Quando voltei para Portugal, falava em ramen e ningu\u00e9m sabia do que \u00e9 que eu estava a falar! Fiquei frustrado de n\u00e3o conseguir que os meus amigos o experimentassem. Em 2008, voltei ao Jap\u00e3o, desta vez com o Jo\u00e3o e outros amigos meus, e finalmente tive a oportunidade de lhes mostrar o famoso prato japon\u00eas. Depois, de cada vez que para l\u00e1 viaj\u00e1mos, tent\u00e1vamos encontrar s\u00edtios onde comer ramen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E a paix\u00e3o \u2018pegou-se\u2019 ao Jo\u00e3o.<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Sim! Na altura n\u00e3o havia WhatsApp e n\u00f3s comunic\u00e1vamos por email. Podia estar em Nova Iorque, ou em Edimburgo, e enviava um email ao Jo\u00e3o a dizer se tinha encontrado um bom ramen l\u00e1.<br><strong>Jo\u00e3o Azevedo Ferreira (JAF):&nbsp;<\/strong>\u00c9 verdade. Tir\u00e1vamos fotografias dos nossos pratos e fizemos imensa pesquisa sobre como fazer ramen em casa. Cheg\u00e1vamos a pensar em como poder\u00edamos melhorar certos aspetos da comida, mas nunca passava da\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/forbespt.fra1.digitaloceanspaces.com\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/07163330\/20230522AJITAMA16300-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-87798\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jo\u00e3o Azevedo Ferreira (esquerda) e Ant\u00f3nio Carvalh\u00e3o (direita), os dois fundadores do Ajitama.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ou seja, j\u00e1 pensavam em fazer disto um neg\u00f3cio, mas nunca mais avan\u00e7avam?<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Exatamente. Eu fiz a minha carreira profissional e o Jo\u00e3o fez a dele. Ele chegou a viver na China tr\u00eas anos e viajou muito para o Jap\u00e3o e por todo o sudeste asi\u00e1tico, o que tamb\u00e9m influenciou o nosso projeto imenso. Acab\u00e1mos por nos complementar com as nossas experi\u00eancias individuais.<br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>A certa altura, comecei a questionar se queria continuar com a minha carreira profissional ou se queria fazer algo pr\u00f3prio. Pensei em todas as conversas que tinha tido com o Jo\u00e3o sobre abrirmos um restaurante juntos, h\u00e1 anos atr\u00e1s, e decidi mandar-lhe uma mensagem. Ele s\u00f3 respondeu \u201csim, porque n\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um homem de poucas palavras\u2026 E come\u00e7aram de imediato?<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Come\u00e7\u00e1mos a ter reuni\u00f5es todas as semanas e fizemos v\u00e1rios&nbsp;<em>business plans&nbsp;<\/em>juntos. T\u00ednhamos uma ideia e um conceito. Na nossa ingenuidade, pens\u00e1vamos que em seis meses \u00edamos ter um restaurante\u2026 n\u00e3o pod\u00edamos estar mais enganados. Estivemos, durante 13 meses, todos os fins-de-semana, a cozinhar durante 36 horas em minha casa.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>A nossa primeira rea\u00e7\u00e3o foi querer desistir. Mas depois volt\u00e1vamos sempre a querer tentar mais um bocado. Pass\u00e1mos meses a afinar o nosso ramen: ou era adicionar um bocadinho mais de sal, ou tirar um bocadinho mais de gordura, ou era baixar a temperatura tr\u00eas graus\u2026 Fizemos tudo sozinhos e de maneira autodidata, a ver v\u00eddeos no Youtube, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fizemos tudo sozinhos e de maneira autodidata, a ver v\u00eddeos no Youtube, por exemplo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mas agora deparavam com um problema gigante: o de criar uma categoria nova no mercado.<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Exato. O que n\u00f3s pens\u00e1mos foi: se ningu\u00e9m gostar, n\u00e3o vale a pena, e se ningu\u00e9m conhece, temos ent\u00e3o de criar uma nova categoria. Come\u00e7\u00e1mos por fazer jantares para amigos e fam\u00edlia de forma a \u2018testar\u2019 o produto.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>No in\u00edcio decidimos que \u00edamos convidar 12 pessoas pr\u00f3ximas, todos os s\u00e1bados durante um m\u00eas, para experimentar o nosso ramen. Um&nbsp;<em>SupperClub<\/em>. Mas, do nada, os convidados come\u00e7aram a trazer sempre mais uma pessoa aqui e ali. Ou era um amigo de um amigo, ou era um primo afastado que queria vir tamb\u00e9m. Deix\u00e1mos rapidamente de ser s\u00f3 12 pessoas na casa.<br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Resolvemos criar uma p\u00e1gina no Facebook para \u2018gerir\u2019 os jantares. At\u00e9 que, um dia, aparece uma jornalista que achou interessante o nosso \u2018conceito\u2019 de estar a cozinhar em casa, sem&nbsp;<em>background&nbsp;<\/em>gastron\u00f3mico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/forbespt.fra1.digitaloceanspaces.com\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/07163529\/Ramen-Ajitama_Tonkotsu-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-87802\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ramen Tonkotsu, do Ajitama.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E numa altura em que j\u00e1 tinham v\u00e1rias pessoas em lista de espera, certo?<\/strong><br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>Sim, antes do artigo da jornalista sair, j\u00e1 t\u00ednhamos 104 pessoas em lista de espera. O que para n\u00f3s era totalmente&nbsp;<em>overwhelming.&nbsp;<\/em>Est\u00e1vamos com reservas completas para 10 semanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E assim que saiu o artigo\u2026<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Foi ca\u00f3tico, um aut\u00eantico festival de&nbsp;<em>media<\/em>. Fomos convidados a ir \u00e0 televis\u00e3o, a dar entrevistas, a ir \u00e0s not\u00edcias falar, tudo. A lista de espera passou de 104 para 1876 pessoas! Se fiz\u00e9ssemos as contas, \u00edamos estar \u2018lotados\u2019 por dois ou tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fomos convidados a ir \u00e0 televis\u00e3o, a dar entrevistas, a ir \u00e0s not\u00edcias falar, tudo. A lista de espera passou de 104 para 1876 pessoas! Se fiz\u00e9ssemos as contas, \u00edamos estar \u2018lotados\u2019 por dois ou tr\u00eas anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Ali\u00e1s, cheg\u00e1mos a montar um evento para servir 50 pessoas de uma vez e, numa hora, estava tudo esgotado. Algumas pessoas vieram de carro, de a uma hora de dist\u00e2ncia, s\u00f3 para comer ramen. Percebemos, efetivamente, que havia muito mais pessoas que queriam comer ramen do que n\u00f3s t\u00ednhamos pensado.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>E para n\u00e3o falar que n\u00f3s faz\u00edamos os&nbsp;<em>noodles&nbsp;<\/em>individualmente \u00e0 m\u00e3o. Das seis da manh\u00e3 at\u00e9 \u00e0 uma tarde, quando come\u00e7\u00e1vamos a servir\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ou seja, as pessoas come\u00e7aram a entrar no esp\u00edrito do que \u00e9 o ramen no Jap\u00e3o, de certa forma. Juntos ficaram quase que os \u2018embaixadores\u2019 do ramen c\u00e1!<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Sim! O ramen no Jap\u00e3o \u00e9&nbsp;<em>everyday food<\/em>, mas c\u00e1 era totalmente desconhecido. N\u00f3s tivemos de perceber e conhecer todo um processo: do saber fazer ramen ao apresent\u00e1-lo a um novo p\u00fablico. Somos \u2018embaixadores\u2019 no sentido de valorizar o prato.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somos \u2018embaixadores\u2019 no sentido de valorizar o prato.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/forbespt.fra1.digitaloceanspaces.com\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/07163659\/JCFSAjitamaAlecrim_LTA0385-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-87803\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ajitama Noodle Temple, na Rua do Alecrim 47A, em Lisboa.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um processo complicado, porque \u00e9 um prato muito exigente.<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Demora horas e horas a fazer, sim. Envolve processos muito r\u00edgidos. N\u00e3o h\u00e1 o \u2018<em>cooking by feeling\u2019,<\/em>&nbsp;como dizem os ingleses. Tem que ser sempre feito tudo de forma muita certa e \u00e9 assim que sai sempre a mesma coisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mas a vossa ideia sempre foi a de fazer um restaurante s\u00f3 de ramen. Ou seja, n\u00e3o o de abrir um restaurante japon\u00eas \u2018em geral\u2019.<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Exatamente. N\u00e3o temos sushi, por exemplo. \u00c9 um restaurante de ramen, exatamente como se faz no Jap\u00e3o. Decidimos desenvolver o que j\u00e1 t\u00ednhamos com o&nbsp;<em>SupperClub<\/em>, pegar na nossa base de clientes, e abrir \u2018ao p\u00fablico\u2019\u2026 Acabou por ser um&nbsp;<em>soft launch,<\/em>&nbsp;durante dois meses, em que est\u00e1vamos abertos todos os dias e t\u00ednhamos o restaurante sempre cheio \u2013 e era s\u00f3 por convite!<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>O que n\u00f3s acab\u00e1mos por criar foi uma esp\u00e9cie de \u2018cole\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>best of\u2019&nbsp;<\/em>de ramen japon\u00eas: desde os mais suaves at\u00e9 aos mais complexos. Condens\u00e1mos os nossos anos de experi\u00eancia numa ementa em que acredit\u00e1vamos \u2013 e acreditamos \u2013 que vai ao encontro do nosso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Condens\u00e1mos os nossos anos de experi\u00eancia numa ementa em que acredit\u00e1vamos \u2013 e acreditamos \u2013 que vai ao encontro do nosso p\u00fablico.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Muitas vezes disseram-nos que n\u00e3o \u00edamos conseguir ter clientes se s\u00f3 vend\u00eassemos ramen. Diziam-nos para incluirmos sushi no restaurante. Mas n\u00e3o quer\u00edamos faz\u00ea-lo. Para n\u00f3s era quase desrespeitar a categoria! No Jap\u00e3o n\u00e3o existem restaurantes em que as cozinhas misturem ramen e sushi. Ali\u00e1s, um restaurante que fa\u00e7a os dois provavelmente n\u00e3o os faz bem \u2013 nem uma coisa nem outra.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>N\u00f3s sempre fomos fi\u00e9is ao nosso princ\u00edpio e ao nosso&nbsp;<em>business plan<\/em>&nbsp;inicial.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00f3s sempre fomos fi\u00e9is ao nosso princ\u00edpio e ao nosso&nbsp;<em>business plan<\/em>&nbsp;inicial.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/forbespt.fra1.digitaloceanspaces.com\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/07163924\/JCFSAjitamaAlecrim_LTA0434-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-87804\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ajitama Noodle Temple, na Rua do Alecrim 47A, em Lisboa.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mas antes de abrirem o restaurante, ainda voltaram, juntos ao Jap\u00e3o.<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Sim. Estivemos l\u00e1 praticamente um m\u00eas, numa das maiores e melhores escolas de ramen, mesmo ao lado de T\u00f3quio. Estivemos a aprender tudo com um&nbsp;<em>sensei<\/em>&nbsp;japon\u00eas. Os nossos dias consistiam em acordar (numa aut\u00eantica c\u00e1psula m\u00ednima!), ir para a escola, ter 12 horas de curso com o&nbsp;<em>sensei,&nbsp;<\/em>voltar para casa, e repetir tudo outra vez.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>E o&nbsp;<em>sensei&nbsp;<\/em>n\u00e3o falava uma palavra de ingl\u00eas. Lembro-me que ele tinha uma toalha na cabe\u00e7a e foi tudo&nbsp;<em>learning by doing.<\/em>&nbsp;\u00c9 uma escola muito exclusiva em que s\u00f3 aceitam quatro alunos de cada vez. Na verdade, s\u00f3 aceitam tr\u00eas, mas n\u00f3s dissemos que er\u00e1mos uma equipe.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estivemos l\u00e1 praticamente um m\u00eas, numa das maiores e melhores escolas de ramen, mesmo ao lado de T\u00f3quio. Estivemos a aprender tudo com um&nbsp;<em>sensei<\/em>&nbsp;japon\u00eas.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aprenderam o rigor do ramen com um dos melhores&nbsp;<em>chefs<\/em>, portanto.<\/strong><br><strong>AC:<\/strong>&nbsp;Sim. Aprendemos imenso com ele, no Jap\u00e3o. Na realidade, o ramen consiste na jun\u00e7\u00e3o de elementos \u2018simples\u2019. A gordura, o caldo (ossos e \u00e1gua \u2013 sem sal ou pimenta), etc. Os sabores est\u00e3o todos \u2018adormecidos\u2019. \u00c9 um molho secreto que os \u2018acorda\u2019. E esse \u00e9 particular a cada restaurante.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>Fazer ramen \u00e9 mesmo um processo quase que matem\u00e1tico. Foi um curso intenso e alastr\u00e1mos imenso o nosso conhecimento. O senhor que nos ensinou \u2013 o&nbsp;<em>sensei \u2013&nbsp;<\/em>\u00e9 provavelmente das maiores \u2018autoridades\u2019 de ramen que existe no mundo!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E no SupperClub, antes do restaurante abrir, seguiam-se por sabores\u2026<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Sim! N\u00f3s cheg\u00e1vamos l\u00e1 pelo sabor do prato, mas muitas vezes n\u00e3o perceb\u00edamos como ou porqu\u00ea. De facto, como sabemos agora, existem regras e raz\u00f5es para v\u00e1rias coisas. Por exemplo, a gordura tem de atingir uma certa densidade. Se a densidade mudar, o prato muda de sabor. Existem raz\u00f5es rigorosamente cient\u00edficas para o sabor mudar. N\u00f3s n\u00e3o entend\u00edamos esta dimens\u00e3o antes.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>Foi no Jap\u00e3o que adquirimos o conhecimento t\u00e9cnico necess\u00e1rio, mas tamb\u00e9m as ferramentas para manter consist\u00eancia. Outro ponto relevante \u00e9 que, no Jap\u00e3o, estivemos totalmente imersos na cultura deles.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi no Jap\u00e3o que adquirimos o conhecimento t\u00e9cnico necess\u00e1rio, mas tamb\u00e9m as ferramentas para manter consist\u00eancia.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E certamente sa\u00edram do Jap\u00e3o com muito mais confian\u00e7a no restaurante que iam abrir.<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Muito mais. Tivemos de perder o medo de arriscar. E de perder o medo de come\u00e7ar projetos do zero. Lembro-me perfeitamente de estar com os meus amigos, com sa\u00eddas \u00e0 noite, e de ter de voltar a casa para ver se a carne que eu estava a preparar no forno para o dia seguinte estava sob controle.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tivemos de perder o medo de arriscar. E de perder o medo de come\u00e7ar projetos do zero.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>\u00c0s vezes, quando olhamos para tr\u00e1s, nem percebemos como \u00e9 que tivemos tanta energia para fazer o que fizemos. Hoje seria imposs\u00edvel. Acho que foi o momento certo para estas \u2018maluqueiras\u2019 nossas, s\u00f3 t\u00ednhamos 30 e poucos anos. A parte toda do empreendedorismo, de come\u00e7ar do zero, trazer uma nova categoria para Portugal, aprender a fazer tudo bem\u2026 foi intenso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ainda por cima porque tiveram de largar os outros cargos que tinham, noutras empresas\u2026<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Claro. Pens\u00e1mos v\u00e1rias vezes que talvez estiv\u00e9ssemos a cometer um erro grav\u00edssimo ao abandonar os nossos trabalhos fixos, est\u00e1veis, e bem remunerados. E esse medo intensificou-se quando come\u00e7\u00e1mos a ter as nossas primeiras despesas, ou os primeiros atrasos nas obras do restaurante\u2026 est\u00e1vamos a um m\u00eas da nossa abertura quando a pessoa que contrat\u00e1mos decidiu abandonar o projeto que t\u00ednhamos de colocar estruturas de madeira em todo o restaurante. Tivemos de encontrar uma outra pessoa, online, que quisesse acabar o nosso&nbsp;<em>design.<\/em><br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>Sim, tivemos muitas perip\u00e9cias at\u00e9 chegarmos onde cheg\u00e1mos. Muita gente acha, ainda hoje, que s\u00f3 se \u2018larga\u2019 um emprego quando o neg\u00f3cio alternativo est\u00e1 a funcionar. Aquilo que n\u00f3s aprendemos foi exatamente o contr\u00e1rio.<br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>\u00c9 verdade. Digo sempre que at\u00e9 uma pessoa sair do emprego em que est\u00e1, o neg\u00f3cio empreendedor que tem n\u00e3o arranca. Existe logo um limite imposto no sucesso do mesmo. Uma das \u2018fun\u00e7\u00f5es naturais\u2019 do empreendedorismo \u00e9 assumir riscos. Se \u00e0 partida se nos mete na cabe\u00e7a que n\u00e3o se vai assumir risco nenhum, ent\u00e3o vale pouco a pena. E acaba por ser gerado um ciclo vicioso: n\u00e3o se \u2018larga\u2019 um emprego at\u00e9 o neg\u00f3cio correr bem, mas o neg\u00f3cio n\u00e3o corre bem at\u00e9 conseguirmos estar totalmente focados no projeto.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das \u2018fun\u00e7\u00f5es naturais\u2019 do empreendedorismo \u00e9 assumir riscos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Claro, deixa de existir uma entrega total ao projeto, o que limita o crescimento do mesmo. Mas agora, que j\u00e1 cresceram, conseguiram delegar tarefas noutras pessoas que trabalham convosco, certo?<\/strong><br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>Sim, e uma das melhores decis\u00f5es que tom\u00e1mos foi a de \u2018profissionalizar\u2019 o nosso restaurante para que a nossa presen\u00e7a di\u00e1ria n\u00e3o seja necess\u00e1ria \u2013 do ponto de vista operacional e no do servi\u00e7o. H\u00e1 pessoas que s\u00e3o muito melhores do que n\u00f3s a servir \u00e0s mesas ou a cozinhar. Claro que n\u00f3s tivemos de lhes mostrar como \u00e9 que se faziam certas coisas \u2013 ensin\u00e1mos aos nossos cozinheiros aquilo que aprendemos no Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E depois do vosso&nbsp;<em>soft launch?&nbsp;<\/em>Como correu a abertura \u2018oficial\u2019 do restaurante?<\/strong><br><strong>AC:<\/strong>&nbsp;Bem, na verdade n\u00e3o havia concorr\u00eancia. E, todo o&nbsp;<em>hype&nbsp;<\/em>inicial que t\u00ednhamos tido come\u00e7ou a descer, claro. Mas j\u00e1 t\u00ednhamos uma base de 2.400 clientes em lista de espera e nosso&nbsp;<em>soft launch<\/em>, em que s\u00f3 funcion\u00e1vamos por convite, criou ainda mais interesse e \u2018propaganda\u2019 ao restaurante!<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>Na nossa fase de&nbsp;<em>soft launch,&nbsp;<\/em>t\u00ednhamos as janelas todas tapadas. Ningu\u00e9m percebia bem o que o nosso espa\u00e7o era. Quem n\u00e3o sabia que er\u00e1mos um restaurante passava \u00e0 frente das nossas portas e via uma fila de 50 pessoas, paradas, que de repente desapareciam porque entraram numa porta meio tapada. E isto acontecia de x em x horas. Muita gente vinha ter connosco a pedir para entrar. N\u00f3s diz\u00edamos que era s\u00f3 por convite e que s\u00f3 abr\u00edamos ao p\u00fablico da\u00ed a dois meses.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 t\u00ednhamos uma base de 2.400 clientes em lista de espera e nosso&nbsp;<em>soft launch<\/em>, em que s\u00f3 funcion\u00e1vamos por convite, criou ainda mais interesse e \u2018propaganda\u2019 ao restaurante!<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/forbespt.fra1.digitaloceanspaces.com\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/07164116\/JCFSAjitamaAlecrim_LTA0335-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-87805\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ajitama Noodle Temple, na Rua do Alecrim 47A, em Lisboa.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um secretismo que deixou os curiosos em pulgas\u2026 Mas foi essa a vossa estrat\u00e9gia de marketing?<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Foi intencional abrir devagar, mas n\u00e3o foi uma tentativa intencional de criar suspense e&nbsp;<em>hype.&nbsp;<\/em>Na verdade, foi mais porque n\u00f3s ainda n\u00e3o t\u00ednhamos muita experi\u00eancia! Foi uma maneira de percebermos, tamb\u00e9m, como fazer as coisas.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>N\u00f3s n\u00e3o contrat\u00e1mos um&nbsp;<em>chef.&nbsp;<\/em>N\u00f3s contrat\u00e1mos um cozinheiro, de um restaurante vegetariano, para ser o nosso l\u00edder de cozinha. Desta forma, garant\u00edamos que estava tudo a ser bem feito. O&nbsp;<em>soft launch&nbsp;<\/em>foi a nossa prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E como surgiu o nome do vosso restaurante?<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Foi engra\u00e7ado. N\u00f3s est\u00e1vamos inscritos num programa chamado&nbsp;<em>Dream Shaper.<\/em>&nbsp;Um programa para o qual enviavas o teu projeto (neste caso, o restaurante) e os tr\u00eas projetos vencedores recebiam algum capital para poder come\u00e7ar. Tivemos de explicar o nosso conceito, contar a nossa hist\u00f3ria, entre outras coisas. O formato do site, e as perguntas que o programa nos fazia, obrigou-nos a pensar imenso em v\u00e1rias vertentes da nossa ideia. Por exemplo, quem \u00e9 que era o nosso&nbsp;<em>core target,<\/em>&nbsp;qual a nossa mensagem, os nossos pre\u00e7os, etc.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>Como n\u00f3s j\u00e1 \u00e9ramos obcecados a pensar no nosso&nbsp;<em>business plan<\/em>, ador\u00e1mos estar a responder a tudo. Mas no fim, para submeter o projeto, pediram-nos o nome do mesmo. E n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos nome nenhum. Come\u00e7\u00e1mos a pensar no que \u00e9 que n\u00f3s mais gost\u00e1vamos da cozinha japonesa e o que nos veio \u00e0 cabe\u00e7a foram os ovos Ajitama.<br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Na altura foi mesmo para o desenrasque, escolhemos Ajitama s\u00f3 para conseguir submeter o projeto. Dissemos que depois escolh\u00edamos outro nome: at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Voltando aqui \u00e0s estruturas de madeira que de falavam: noto que o&nbsp;<em>design<\/em>&nbsp;dos vossos espa\u00e7os \u00e9 moderno e h\u00e1 uma grande aten\u00e7\u00e3o ao detalhe.<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Sim. A ideia por tr\u00e1s do nosso conceito foi, tamb\u00e9m, a de gerar uma experi\u00eancia multifacetada no consumidor. Acho que hoje em dia, e tocando agora mais na imagem de marca do restaurante, \u00e9 preciso perceber como \u00e9 que o nosso&nbsp;<em>target audience<\/em>&nbsp;se comporta. Por exemplo, com o Instagram. Hoje, \u00e9 dif\u00edcil uma pessoa tirar fotografias a ela pr\u00f3pria, ou a outra pessoa, num restaurante, sem que se consiga identificar o espa\u00e7o. Quem v\u00ea a fotografia, ou percebe onde foi tirada, ou fica curiosa. E conv\u00e9m ter um espa\u00e7o bonito, que os nossos clientes queiram divulgar, faz parte da nossa identidade tamb\u00e9m.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>O nosso primeiro restaurante ganhou pr\u00e9mios de arquitetura. Cheg\u00e1mos a fechar o restaurante v\u00e1rias vezes para que fossem l\u00e1 fazer filmagens, devido \u00e0 nossa decora\u00e7\u00e3o. Muita gente quando vai a um restaurante, n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 interessada na comida. A est\u00e9tica do espa\u00e7o \u00e9 importante. Tal como o ambiente por isso criado. Agregado ao nosso conceito, o espa\u00e7o ajuda a conectar tudo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A est\u00e9tica do espa\u00e7o \u00e9 importante. Tal como o ambiente por isso criado. Agregado ao nosso conceito, o espa\u00e7o ajuda a conectar tudo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um ponto chave para voc\u00eas.<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Sim, a decora\u00e7\u00e3o \u00e9 absolutamente precisa. N\u00e3o s\u00f3 a est\u00e9tica, mas tamb\u00e9m a hist\u00f3ria por tr\u00e1s das estruturas. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 estruturas de madeira: \u00e9 uma refer\u00eancia aos&nbsp;<em>noodles<\/em>&nbsp;que usamos em ramen.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/forbespt.fra1.digitaloceanspaces.com\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/07164555\/Spicy-Tonkotsu-Ajitama-30-1-scaled.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-87808\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Spicy Tonkotsu, do Ajitama.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E como \u00e9 que voc\u00eas lidaram com a pandemia? Porque n\u00e3o tinham um espa\u00e7o como \u2018cart\u00e3o de visita\u2019 e ramen ainda era um conceito recente c\u00e1\u2026<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Pens\u00e1mos logo que imensa gente ia ser despedida e que ia querer poupar e comer refei\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, que o mundo ia acabar, que n\u00e3o t\u00ednhamos maneira de entregar refei\u00e7\u00f5es sozinhos\u2026 Fic\u00e1mos em p\u00e2nico.<br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>Lembro-me que se numa segunda-feira nos inscrevemos na Uber Eats, na ter\u00e7a j\u00e1 est\u00e1vamos no Glovo, na quarta na Bolt, e por a\u00ed fora\u2026 Ficamos dispon\u00edveis em todas as aplica\u00e7\u00f5es. Eu e o Ant\u00f3nio \u00edamos entregar comida a v\u00e1rios s\u00edtios. Pedimos a Ubers, que n\u00e3o tinham pessoas a querer viajar de um lado para o outro, para fazerem entregas por n\u00f3s. Eles estavam sem clientes e n\u00f3s a querer transportar comida de um lado para o outro.<br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Metemos ramen em tudo o que tinha rodas e podia andar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mas ent\u00e3o a procura manteve-se.<\/strong><br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Sim, e recebemos v\u00e1rias mensagens de clientes nossos que nos diziam que t\u00ednhamos tornado melhor os dias deles. Tivemos v\u00e1rios pedidos para fam\u00edlias inteiras, mesmo em&nbsp;<em>lockdown.<\/em><br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>Para n\u00e3o falar na oportunidade enorme que tivemos de criar uma conex\u00e3o emocional online com o consumidor. Ningu\u00e9m tinha muito para fazer e as pessoas estavam em casa o tempo todo. A maior parte do tempo, no telem\u00f3vel.<br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Come\u00e7\u00e1mos a criar uma liga\u00e7\u00e3o com as pessoas e fal\u00e1vamos sobre ramen, como \u00e9 que faz\u00edamos os nossos pratos, etc. A nossa base foi o Instagram durante a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para n\u00e3o falar na oportunidade enorme que tivemos de criar uma conex\u00e3o emocional online com o consumidor. Ningu\u00e9m tinha muito para fazer e as pessoas estavam em casa o tempo todo. A maior parte do tempo, no telem\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/Ct6xaCGsqnK\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/Ct6xaCGsqnK\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">View this post on Instagram<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/Ct6xaCGsqnK\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A post shared by Ajitama (@ajitamapt)<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Claro, e conseguiram interagir com o p\u00fablico de forma diferente\u2026 E, por fim, outra altura dif\u00edcil para o Ajitama deve ser o Ver\u00e3o. Mas agora tamb\u00e9m servem ramen frio, uma novidade.<\/strong><br><strong>JAF:&nbsp;<\/strong>O ver\u00e3o \u00e9 uma altura complicada, sim. Quando h\u00e1 muito calor, n\u00e3o se pensa logo em ramen quente. E o que n\u00f3s decidimos fazer foi mostrar \u00e0s pessoas que d\u00e1 para comer ramen no ver\u00e3o: o ramen frio.<br><strong>AC:&nbsp;<\/strong>Servimos pratos frios e frescos no Ajitama. E n\u00e3o temos que necessariamente pensar s\u00f3 em salada no ver\u00e3o. Um ramen frio tamb\u00e9m \u00e9 refrescante. Esta \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o que queremos transmitir \u00e0s pessoas c\u00e1 em Portugal. \u00c9 uma luta, um&nbsp;<em>quest<\/em>&nbsp;nosso ainda, e vai demorar algum tempo. Mas vai ser gratificante quando notarmos que as pessoas pensam em ramen frio como uma alternativa vi\u00e1vel no Ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/forbespt.fra1.digitaloceanspaces.com\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/07164731\/Ajitama-Tue-31-Aug-2021-103.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-87809\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O Ajitama Noodle Temple encontra-se na Rua do Alecrim 47A, em Lisboa. O Ajitama Egg Temple est\u00e1 localizado na Avenida Duque de Loul\u00e9 36, em Lisboa. Ambos est\u00e3o abertos todos os dias das 12h \u00e0s 00h.<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"template":"","class_list":["post-854","news","type-news","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jk360.com.br\/forbes\/wp-json\/wp\/v2\/news\/854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jk360.com.br\/forbes\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"https:\/\/jk360.com.br\/forbes\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jk360.com.br\/forbes\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}